segunda-feira, 21 de setembro de 2015

O Bar da Brahma dos irmãos Coelho

"Do lado Leste, esquina com a Rua Dr. Pedro Borges, existiu a Casa Blanca, de J. Ary – Jean e Emilio Ary (irmãos), hoje ainda armazém de tecidos de C. Rolim; vizinho à antiga Padaria Lisbonense, de Pelágio Oliveira, hoje Shopping Lisbonense.
Inicio com o outro lado o Armazém de tecidos Leblon, hoje Lojas Leblon; seguia-se da Loja Oriano – engraxataria e polimento de calçados, hoje Lojas Otoch; assim como os demais, o prédio com pavimento superior do italiano Salvador Cunto – com alfaiataria; Loja Central, de Pedro Lazar e seu primo Adir Lazar o Bar e Sorveteria dos Jangadeiros, de Luis Frota Passos; a Farmácia Faladroga, todas hoje, onde estão as Lojas Otoch; Livraria Alaor, hoje Óticas Mariz; Bar da Brahma – dos irmãos Coelho, onde serviam as deliciosas unhas e patas de caranguejo e o queijo flamengo com fatias de pão, local de encontro dos senhores de meia-idade que todas as tardes se reuniam para saborear a cerveja Boock Alen, depois Armazém do Povo, hoje Mundial Video Bingo; Farmácia Globo, hoje C. Rolim; Farmácia Santo Antônio, de Dalmário Cavalcante Albuquerque, hoje Bingo Cidade; Farmácia Humanitária, hoje café L’Escale; Sorveteria El Dourado, do estimado amigo e festejado homem de negócios – Figueiredão – Antônio Montenegro Figueiredo, hoje Farmácia Avenida; Caldo de Cana “O Merendinha”, Quezado, da Dona Zenaide Quezado de Aurora, hoje Lojas Helga; e Palacete Ceará, o Clube Iracema, mais tarde Rotisserie, casa de jogo de bilhar, do árabe Sr. Abraão, hoje agência da Caixa Econômica Federal."

Fonte:

Tio Omar Presidente do Sindihotéis de 1950 até 1976

"Os presidentes do Sindihotéis Ceará foram:

1. De 1936 até 1944
Sr. Efren Gondin – in memorian – proprietário do extinto Palace Hotel

2. De 1944 até 1950
Sr. Osvaldo Azin – in memorian – proprietário do extinto Restaurante Bela Artes

3. De 1950 até 1976
Sr. Omar Coelho – in memorian – proprietário do extinto Bar da Brahma"


Fonte:

As belezas da Light - 22/05/1930

ou Bonde choca com auto-ônibus em ferente ao Bar da Brahma dos irmãos Coelho

http://bancodedados.cepimar.org.br/bdceara/empresa/fato.php?cod_fato=8335&cod_empresa=9

O Bar da Brahma dos irmãos Coelho e o Quarteirão Sucesso

http://www.fortalezaemfotos.com.br/2012/01/o-quarteirao-sucesso-e-o-crescimento-da.html

Cadê a chave do banheiro do Bar da Brahma dos irmãos Coelho?

http://www.fortalezaemfotos.com.br/2010/09/historias-do-ceara-moleque.html

domingo, 20 de setembro de 2015

O tio Omar, por Walmar Coelho

Tio Omar talvez tenha sido o mais solícito dos irmãos Coelho, com seu temperamento cordial e prestimoso. Conquistou na vida, uma plêiade de amigos e sobre as pessoas sempre manteve uma influência pacífica.
Foi dele a iniciativa de comprar um grande terreno à Rua Da.Leopoldina, em Fortaleza e, convidou os irmãos José, Walter e Mário a construírem ali espaçosas e confortáveis casas residenciais. Os dois primeiros foram concordes em tudo e em breve concretizariam as intenções, quanto ao tio Mário porém optou por continuar a residir na sua casa, que não era própria, na Rua 25 de Março...
Lembro-me ainda do tio Omar, também porque moramos vizinhos por muitos anos! Afinal, a casa do meu pai tinha sido construída no meio e equidistante portanto das outras, pertencentes aos meus tios Omar e José Coelho.
Toda noite eu ia à casa do meu tio referido, para "pegar carona" nos jornais Correio do Ceará e o Povo, que ele trazia diariamente, que eu os lia lá mesmo, naturalmente depois dele.
Foi sócio proprietário do afamado "Bar da Brahma", juntamente com seu irmão José Coelho, que era visivelmente instalado na Praça do Ferreira, local mais conhecido de Fortaleza! Quase a totalidade dos habitués do seu famoso bar também o eram seus amigos, que se escravizavam às suas notáveis qualidades de homem bom e devotado.
Era fraternidade do seu imo que ele oferecia, generosamente aos irmãos mas, estendia afável aos fregueses do seu bar e amigos outros!
A tia Artuzete, sua esposa, era igualmente outra pessoa agradável. Marcada em minha memória os passeios que ela me proporcionava ao Bemfica, bairro onde residia a sua mãe e que ela visitava com constância. Íamos de ônibus e eu achava os veículos que serviam aquele bairro (modernidade à época) muito esquisitos, pois seus motores ficavam no interior das cabines de passageiros e eu na minha meninice, os definia como "ônibus sem motor".
Como eu apreciava o distinto casal que tanto marcou o meu período infantil e a puberdade...

Walmar Coelho



Guardo muito boas recordações do tio Omar, marcadamente sua inquietante disposição em ajudar as pessoas. Quem quer que necessitasse de um emprego, por ex., logo contava com sua prestimosa colaboração. Digo sempre que nossa irmã Verônica talvez seja quem mais lhe herdou essa característica. Tio Omar nos deixou enormes lições de disposição ao trabalho, civismo, dedicação à família, cultura, musical, gosto por cinema, além de inigualável aptidão pela culinária. Também guardo o relato de nosso pai sobre a forma desprendida com que os três irmãos construiram as três casas exatamente iguais, que só ao final decidiram com qual casa cada um ficaria, conhecidas as vontades de suas respectivas esposas. Não nego que algumas vezes fiz a Flávia chorar só pra aproveitar a chuva de bombons que ele jogava por cima do muro, toda vez que a ouvia em prantos... Saudades!

Wagner Coelho

domingo, 14 de abril de 2013

A Natureza humana - Walmar Coelho


     A ANTIPATIA
    É ruim a antipatia
Como fosse uma aversão
Que recusa a companhia
Daquele que é seu irmão
   Qualidade com desdouro
          Prima da desunião

A CULPA         
   A falta de quem comete
É um descaso moral
Ela sempre se precede
          De um dolo conceitual
Sujeita o infrator
Condenar-se pelo mal

A ANTECIPAÇÃO
Quem sente antes do fato
          Vive a antecipação
          A vantagem do porvir
          Vinda com a inclusão
   Sucede que aconteça
   O que chega com a razão

·                    A CURIOSIDADE
           O desejo de inquirir
Sentir a vida de alguém
Capaz de submergir
Pra ver q u anto o outro tem
Inveja é uma parente
   Curioso vai além

           O ARREPENDIMENTO
   O que sofre deste mal
            Não é feliz com a sorte
           Quer sempre voltar atrás
           A procura do seu norte
           Sua estrada tem atalhos
          Mas é caminho sem porte
      
   A BONDADE
Sentimento de amor
           Se expressa na bondade
          É fruto da perfeição
   E da benignidade
          Faz o bem quem lhe possui
          Gera afabilidade

A COMPAIXÃO
Compaixão é solidária
Com o outrem sofredor
Símbolo de amizade
Fugindo do desamor
São mãos que se afagam
Num gesto comovedor

A EUFORIA
   Sensação de bem-estar
            É clima de euforia
Satisfeito por ficar
            Alegre com a minoria
Fica sua alma em festa
Com intensa alegria

A CONFUSÃO
Ninguém sabe quem é quem
           Nem a ordem de valor
Toda a coisa se atrapalha
Há vencido ou vencedor?
           O pequeno fica grande
É caso constrangedor!

 A EPIFANIA
   É ato que vem da bíblia
Manifesto de Jesus
Atentem pro s três Reis Magos
E o fato que se produz
            Reconhece os gentios
E o direito se faz jus

A DEPRESSÃO         
   A perturbação mental,
Pelo enfraquecimento
Mutismo, ansiedade
            Tristeza, abatimento
Melancolia profunda.
            É terrível sofrimento

            O CONSTRANGIMENTO
Obrigar-se pela força
Ou impor a coação
Violar direito bom
Tolher o meio de ação
           Constranger a liberdade
           Se negando ao cidadão

O DESAPONTAMENTO
   Nos causa a má surpresa
Com o aborrecimento
Provoca desilusão
Traz o desapontamento
É muito desagradável
Impondo o sofrimento.

O DÓ
            Sentimento de pesar
De lástima, de tristeza
De pena de compaixão
Do luto e da rudeza
O dó é dor de quem sofre
Sofrendo a incerteza.

O EGOÍSMO
   Quem ama só a si próprio
É dono do egoísmo
Quer a si mais que ninguém
          Avança no coquetismo
           Só pensa na sua alma,
           Filho do egocentrismo
        
A FELICIDADE
 Da alma é calor latente
Estado do bom prazerFelicidade é beleza
Ventura e comprazer
Surgem êxito e a sorte
E o bem que possa abranger


Walmar Coelho

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